segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Alguns do caminho


Você sabe como se chamavam e como viviam os primeiros cristãos?

No primeiro século, os cristãos eram chamados de “Os do Caminho”, o que torna essa, a mais antiga designação do cristianismo. Eles eram um grupo de pessoas que seguiam a doutrina dos apóstolos e espalhavam a idéia de um salvador que tinha características especiais: era filho de Deus, havia nascido de uma virgem, tinha realizado muitos milagres, por fim, teria morrido e ressuscitado e ascendera ao céu. No entanto, essas alegações não eram novidades naquela época, uma vez que outras seitas afirmavam características semelhantes sobre os seus deuses, como era o caso do deus Mitra (que também teria nascido de uma virgem e teria ressuscitado), o deus Átis (que também era ressurreto e era um mediador) e os próprios Césares governadores do Império (considerados como verdadeiros filhos de deus). Mas o que diferenciava os costumes populares da época, dos valores defendidos pelos primeiros cristãos? E o que fez essa mensagem durar até hoje?

No primeiro século, os cristãos eram chamados de “Os do Caminho”, o que torna essa, a mais antiga designação do cristianismo. Eles eram um grupo de pessoas que seguiam a doutrina dos apóstolos e espalhavam a idéia de um salvador que tinha características especiais: era filho de Deus, havia nascido de uma virgem, tinha realizado muitos milagres, por fim, teria morrido e ressuscitado e ascendera ao céu. No entanto, essas alegações não eram novidades naquela época, uma vez que outras seitas afirmavam características semelhantes sobre os seus deuses, como era o caso do deus Mitra (que também teria nascido de uma virgem e teria ressuscitado), o deus Átis (que também era ressurreto e era um mediador) e os próprios Césares governadores do Império (considerados como verdadeiros filhos de deus). Mas o que diferenciava os costumes populares da época, dos valores defendidos pelos primeiros cristãos? E o que fez essa mensagem durar até hoje?

Nesse tempo, o mundo era coordenado pelo regime político do Império Romano, que através do poder dos exércitos e da autoridade das leis, dominava quase todo o mundo. Os governadores desse Império eram conhecidos como Césares, que para proclamar os seus grandes feitos e maravilhosas realizações publicavam suas notícias através dos “euangelions”, palavra grega que significa boa nova. A palavra análoga no português seria “evangelho”. “Os do Caminho” utilizaram essa estratégia de marketing do Império para trazer as grandes notícias de um novo reino. E levaram a todo mundo a grande boa nova, de que a tão esperada profecia messiânica havia se cumprido, através da vida, morte e ressurreição de Jesus.

“Os do Caminho” experimentaram e fundaram uma prática de fé em valores cristãos genuínos, pois eles iam muito além da defesa pura e simples do evangelho, porquanto viviam intensamente esse evangelho. Esse grupo fez uma grande agitação naquele tempo (Atos 19:23), eles foram perseguidos e presos por Saulo quando esse ainda não era convertido (Atos 9:2) e os maiorais da sociedade se prontificavam a maldizer o movimento (Atos 19:9). Ainda assim, eles não podiam se furtar da responsabilidade de serem os portadores do evangelho. Eles não podiam deixar de ser o fio condutor da mensagem de perdão e amor de Jesus Cristo, desde aquela época até os dias atuais e mostrar a humanidade uma nova visão de mundo. Tal movimento foi tão impactante, que o seu principal algoz, Saulo, se tornou após sua conversão, Paulo, o seu grande líder e mentor.

“Os do Caminho” se diferenciavam porque aceitavam os escritos dos profetas e, além disso, fundamentavam a sua espiritualidade na prática de vida cristã e não somente na letra da lei. Naquele tempo, existia um número grande de seitas como ramificação do Judaísmo, tais como: fariseus, saduceus, essênios, zelotes entre outros, mas os seguidores de Yeshua (Jesus) eram conhecidos pelo simples vulgo de “Os do Caminho”. Vale ressaltar que as seitas não possuíam uma conotação negativa como o é atualmente. Entretanto, no judaísmo a expressão do hebraico para caminho (Ba Dereh) era utilizada algumas vezes como sinônimo de trilha, marcha, trajetória e era também aplicada com um sentido metafórico profundo, que é literalmente estilo de vida, modo de viver, conduta. E, ao fazer a mensagem dos profetas confirmada em Jesus, sua verdadeira vida, eles seguiam com a força de uma revolução.

Os governadores do Império Romano queriam criar um mundo novo com o seu poder, com o seu exército e com a força do seu braço; os que andam no caminho, entretanto, alcançarão um mundo novo com a cruz, junto daqueles que lavaram suas vestes e com a força do amor. A mensagem “d‘Os do Caminho” é diferente, porque buscou servir ao invés de dominar, procurou ser pequeno e não grande. Não procurou aplicar duramente a lei, mas fazer o bem. Procurou, antes de tudo, a graça no lugar do juízo. A mensagem foi muito diferente, porque eles serviram a um Deus, que mesmo sendo divino, se fez homem, que mesmo sendo celeste, veio a terra e em nenhum momento decidiu se afastar, muito pelo contrário, andou próximo. Ele preferiu amar ao invés de julgar. Ele preferiu ouvir, ao invés de ignorar. E “Os do Caminho” entenderam o seu recado e viveram esse amor na prática, amando a Deus sobre todas as coisas e ao outros como a si mesmos. Impérios se levantam e caem, mas a mensagem da boa nova dura até hoje, porque “Alguns do Caminho” ainda perseguem esses princípios genuínos, seguindo um Deus vivo.

Eliéser Ribeiro


3 comentários:

Franci Samveira disse...

Olá!
Conheci o blog de vocês através do convite feito pelo twitter, estou achando os textos ótimos, parabéns.
Fiquem na paz!

Franci Samveira disse...

Peço permissão para colocar os textos de vcs no meu blog...

PS: Devidamente identificados!

Anônimo disse...

Olá, Franci.

Permissão concedida.

Espero que o Eterno continue te abençoando.